Banda Musical Paços de Ferreira

A Banda Musical de Paços de Ferreira inicia a sua atividade na década de 1850. A partir de 1859 apresenta-se de forma regular perante o público com o nome de banda Marcial de Paços de Ferreira, designação que manteve até ao ano de 2001, altura em que passou a ter a nomenclatura atual.

Como qualquer agrupamento do género, a sua vida tem sido irregular, vivendo quase sempre da carolice de um punhado de Pacences , que a ela se votaram de alma e coração. Em 1978, um grupo de “Bons Homens” resolveu proceder à legalização da Associação, tendo o processo concluído em 1979. Neste processo estiveram envolvidos os seguintes elementos da banda: António Manuel Pereira da Silva Matos; Alexandre Nunes da Costa; Reinaldo Brandão Pacheco.

Não podem ser esquecidos os Senhores António Abreu, Bernardino Carneiro Reinaldo Campos e José Maria Gonçalves.

A partir da década de 80 do século passado, a banda elevou o seu nível artístico passando a ser considerada como uma das referências nacionais ao nível das banda filarmónicas. para isso contribuíram várias direcções, destacando-se entre outros a presidida pelo Engenheiro Filipe Gonçalves, e, o trabalho do maestro Francisco Abreu que para além das elevadas e reconhecidas capacidades musicais, detinha uma extraordinária capacidade de liderança mantendo sempre uma inabalável coesão em todo o grupo.

Tendo-lhe sido concedido o direito de superfície do terreno onde funcionava a Sede provisória pela Câmara Municipal de Paços de Ferreira, deu-se, em 1994, inicio à construção da sede.

Em 1999 foi conferida à Banda Musical de Paços de Ferreira o diploma de utilidade pública, nos termos do Decreto-lei n.º 460/77, de 7 de Novembro, conforme consta do despacho, publicado no Diário da República, II série, n.º 191 de 17 de Agosto de 1999, sendo o Primeiro Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres

Funciona nela também uma Escola de Música, que conta actualmente com cerca de 40 alunos, e da qual já saíram mais de 50 músicos, que fazem parte de orquestras portuguesas. Destes elementos há a salientar um embrião da Banda “Big Band Swing Machine”.

Durante este período, a escola de música obteve uma assinável evolução iniciando a formação de vários músicos que, após a continuação dos seus estudos nos diversos estabelecimentos do ensino oficial da música em Portugal e além fronteiras, transformaram-se em músicos de elevado prestígio no meio musical em Portugal, tendo muitos trabalhado nas principais orquestras Nacionais como a Gubenkian, a Metropolitana, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Orquestra Sinfónica do Porto – Casa da Música.

Atualmente a direcção artística está a cargo do maestro Alexandre Coelho, sendo presidida pelo Francisco Magalhães.